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Ser presidente envelhece

Imagem da presidente Dilma Rousseff em cerimônia de posse, em 2011, e durante evento em dezembro deste ano
Não há dúvidas que eleger-se presidente de um país gera uma grande mudança em todos os aspectos da vida de uma pessoa.

Entre essas mudanças estão o "envelhecimento acelerado", devido aos "níveis de estresse de liderança e vida política", segundo um grupo de pesquisadores das universidades de Harvard e Massachusetts e o Escritório de Investigação Econômica dos EUA (NBER, na sigla em inglês).

O objetivo do estudo foi verificar se ser presidente de um país está relacionado a uma aceleração da mortalidade e saber como a responsabilidade política influi nas expectativas de vida de quem chega ao poder.

Para isso, eles compararam a média de vida dos políticos eleitos com a de seus próprios adversários que nunca chegaram ao poder. E concluíram que chefes de governo vivem menos anos do que o esperado devido ao estresse e à falta de tempo para cuidar da saúde.
Imagens do ex-presidente FHC em 1994 e 2001, próximo ao fim de seu mandato
A equipe de cientistas liderada pelo professor Anupam Jena, da Escola de Medicina de Harvard, analisou vários aspectos de líderes eleitos de 17 países com outros candidatos não eleitos e nunca ocuparam um posto de alta responsabilidade.

O estudo Os presidentes de governo envelhecem mais rapidamente? foi divulgado numa edição especial da publicação científica British Medical Journal.

Foram analisados 540 políticos – 279 eleitos e 261 derrotados – que participaram de eleições entre 1722 e 2015 em diferentes países de Europa, Oceania e Estados Unidos. Destes, apenas 160 estão vivos atualmente.

Vote: Sim ou não para o impeachment

Presumiu-se que ambos os tipos de candidatos tinham situações socioeconômicas similares e o mesmo risco de mortalidade.

Observou-se o número de anos que cada candidato viveu após ser eleito, em relação à expectativa de vida de uma pessoa de sua mesma idade e sexo durante o ano de sua eleição. Depois, os resultados dos candidatos eleitos e derrotados foram comparados.

Graças à regressão de Cox, um instrumento de análise estatístico muito utilizado na medicina e que mede os riscos de sobrevivência, os cientistas obtiveram um número estimado dos anos que esses políticos poderiam viver até a morte.


Os resultados foram que os líderes eleitos vivem, de fato, menos anos, segundo o estudo.

Levando-se em conta a idade do candidato e sua expectativa de vida, os líderes eleitos viveram 2,7 anos menos depois das eleições e apresentavam risco 23% maior de sofrer morte prematura. Mesmo contando com recursos financeiros e bom acesso a sistemas de saúde de qualidade, os presidentes tendiam a viver mais do que a média da população, mas menos do que os candidatos com vidas políticas menos estressantes.

"Ser eleito chefe de governo ou Estado está associado com um aumento substancial no risco de mortalidade", dizem os pesquisadores.

Mas os estudiosos alertaram para as limitações da pesquisa. Uma das mais importantes é que a análise não pode ser aplicada diretamente a outros países, já que não leva em conta características específicas locais.

E que a comparação entre presidentes e cidadãos comuns pode levar a dados muito diferentes.

Os países analisados foram Alemanha, Austrália, Áustria, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Grécia, Irlanda, Itália, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Espanha, Suécia, Reino Unido e Estados Unidos.

Segundo a pesquisa, os presidentes americanos foram os mais afetados pelo "encurtamento da vida": "perderam" 5,7 anos em relação aos seus adversários não eleitos.

Fontes:

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